Resenha: Red Hill

Resenha por Brunna Carolinne

Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
Número de páginas: 350

Quando rumores sobre uma epidemia mortal surgem, as pessoas começam a se preocupar com não morrer. Scarlet, uma enfermeira divorciada, precisa continuar viva para reencontrar as filhas (que foram passar o final de semana com o pai). Nathan, marido infeliz, não pode morrer, afinal ele tem uma filha pequena para cuidar. Miranda, estudante universitária preocupadíssima com o carro novo, só quer viver. A jornada dos três se entrelaça quando, fugindo de um inimigo em comum, decidem encontrar refúgio no mesmo lugar.
Jamie McGuire, autora que ficou conhecida por escrever Belo Desastre, atinge aqui um novo patamar - ótima escritora de livro pós-apocalíptico. Assim como acontece em BL, a narrativa de Red Hill é ágil e envolvente. Logo nas primeiras páginas o leitor é sugado para o devastado mundo criado por McGuire. Pois é! Quem diria que, um dia, a autora que lançou tantos new adults iria escrever uma trama contendo zumbis? Ainda que possua um romance aqui e ali, Red Hill é muito mais sobre sobrevivência e sacrifício que idas e vindas de um casal fogoso.
A história é narrada por 3 personagens. Acertou quem pensou em Scarlet, Nathan e Miranda (avá). O incrível é que todos têm sua própria voz, o que não deixa, em momento algum, a trama confusa, uma vez que eles são tão diferentes e igualmente bem construídos que é fácil demais identificar quem está contando os infortúnios. Em boa parte do tempo, é bastante agradável acompanhá-los, mas, às vezes, o egoísmo da Scarlet, impotência do Nathan e indecisão da Miranda chegam a dar raiva. Ainda bem que isso não acontece em muitas páginas.
Não há somente esse trio no livro. Tem mais personagens, muito mais, e todos cativantes (à sua própria maneira), o que só torna a morte deles bem dolorosa. Quê? Você pensou que todos viveriam felizes para sempre? Ops. Sinto em destruir seus sonhos, mas, sim, tem personagem que não sobrevive. Uma morte, inclusive, dói bastante. Ah, como dói. Lágrimas até chegam a rolar. Sério. Na verdade, Red Hill consegue causar diversas emoções no leitor - aflição, surpresa, medo, alegria, apreensão, alívio, dor, tristeza. E todas bem intensas.
Um detalhe bacana em Red Hill é que os personagens são adultos, não ficam de mimim e nem com draminhas adolescentes. Outro: eles comentam diversas vezes sobre os filmes com zumbis que já assistiram, e por isso sabem o que (não) fazer - tipo a gente, se fossemos viver um apocalipse. (Sempre reclamo que, em filme de terror, por exemplo, as pessoas parecem nunca terem assistido a um filme de terror, pois sempre tomam as atitudes mais idiotas possíveis. Fiquei em êxtase ao notar que esse tipo de burrice não acontece aqui.)
É explicado como os zumbis surgiram, personagens morrem, os que sobrevivem resolvem seus problemas, o final do livro é bem aceitável e amarra direitinho a história, então o que há para ser abordado no próximo volume? Sim, porque Jamie irá fazer um. Tomara que essa continuação não seja um desastre. As coisas em Red Hill são ótimas além da conta.
"[...] É fácil esquecer que nossa vida de antes não era um sonho. Isso aqui não é a realidade, como a gente devia viver, nem quem somos. As pessoas que éramos [...] dias atrás... Aquilo é o que somos [...]."
pág. 237

4 comentários:

  1. Fiquei com vontade de ler Hed Hill agora. É de que ano?

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    1. Olá, Letícia (:
      Que bom *-* Leia mesmo, Red Hill é incrível! Ele foi lançado aqui no Brasil esse ano, em 2015 mesmo.
      Beijinhos :**

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  2. Fiquei com vontade de ler Hed Hill agora. É de que ano?

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  3. oi flor, que mudança de enredo da Jamie, em Belo desastre um romance avassalador e em Red Hill uma trama apocalitica com zumbis e tudo mais! acho a proposta interessante e dinâmica, muito atrativa, mas não creio que fluiria para mim, essa coisa de zumbis e tal me deixa receosa, como sempre torço o nariz para esses elementos não creio que ia me aventurar
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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