Resenha: As Confissões das Irmãs Sullivan

Resenha por Brunna Carolinne

Autora: Natalie Standiford
Editora: Galera Record
Número de páginas: 352

Quando a avó rica e poderosa das irmãs Sullivan anuncia que morrerá em breve e que há uma grande possibilidade de toda a família ser removida do testamento, o clã inteiro fica abalado. Parece que algum Sullivan ofendeu a imperiosa matriarca, e agora ela pede que este confesse, por escrito, o crime que cometeu para que ela possa pensar na ideia de reintegrar a família ao testamento.
Como sempre usufruíram do capital da avó, as irmãs Sullivan sabem que seria uma mudança brusca demais passar a viver sem os privilégios que a riqueza dela proporciona. E, para piorar a situação, cada uma das garotas acha que tem motivos para ser a verdadeira autora da gravíssima ofensa. Assim, só resta a elas pegar papel e caneta e começar as confissões.
Dividido em três partes (+ prólogo e epílogo), As Confissões das Irmãs Sullivan relata o trio de histórias que cada uma das Sullivan julga ser a responsável pela decisão da avó. Na primeira parte, acompanhamos Norrie (a mais velha das irmãs) narrando sua história de amor que surgiu de repente e acabou em uma decisão que afetou diversas pessoas. Em seguida, temos Jane e sua sede de contar para todos a verdade por trás de toda a riqueza da família. Já na parte três, Sassy (a irmã mais nova) expõe os pensamentos que tem sobre a própria vida e a morte de outrem.
Os capítulos narrados por Norrie são os primeiros, os maiores e os mais chatos. Ela conta como se envolveu com um cara mais velho e todas as decisões que teve que tomar por conta dessa paixão. Eu a achei fútil, mimada e até egoísta. Confesso (olha eu entrando na onda do livro) que só continuei com a leitura porque queria muito saber quem ofendeu a mulher e o motivo (e também porque, devido as interações da Norrie com a Jane, eu já havia gostado desta, justamente a narradora da próxima parte). Jane é muito louca. Ela fala tanto o que pensa que se mete em diversas encrencas por conta disso. Com a boca imensa que tem, conta várias histórias da família. Bastante hilária e tremendamente divertida. Sassy é mais quietinha e cheia de ideias. A história que ela conta é bem interessante, mas meio sem noção.
Em toda a obra, o que eu achei mais fascinante foi a maneira como as histórias foram se entrelaçando, preenchendo os "buracos" que a anterior ia deixando. Todas acontecem no mesmo espaço de tempo, por isso elas se cruzam. Brilhante! Genial! O final dá um sustinho no leitor, mas aí logo depois vem uma melhor explicação. Ok, não tão melhor assim. Fiquei dividida, não sei direito o que pensar. Foi meio mesquinho, só que não tanto quanto poderia ser. Sei lá...
Tive um misto de sentimentos bem grande enquanto lia As Confissões das Irmãs Sullivan - irritação, entusiasmo, raiva, alegria, angústia, curiosidade, indiferença. É impossível definir qual predominou mais, e por isso nem consigo classificar o livro. Ainda que eu tenha ficado bastante estressada com o início dele, as próximas partes foram excelentes, exceto o finalzinho, que me deixou sem reação. A autora teve uma sacada inteligentíssima, só que não a soube trabalhar nas primeiras páginas, entretanto, depois, tudo mudou da água para o vinho e a narrativa transcorreu de forma magnífica.
"(...) Existem maneiras diferentes de se olhar para o passado (...)"
pág. 309

2 comentários:

  1. Ahhh melhor coisa quando você continua uma leitura e ela te surpreende! hahaha O começo da história não chamou muito a minha atenção, mas por saber que coisas surgem depois dá vontade de ler!

    Beeijos, Paola
    uma-leitora.blogspot.com.br

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  2. Gostei da resenha muito boa, fiquei curiosa pra saber quem foi e qual o motivo que levou a pessoa a ofendê-la e deve ter sido uma ofensa muito grave para a matriarca querer tirar do testamento.

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